Com passagem pelo Brasil, a turnê latino-americana do Korn reuniu fãs de diferentes gerações do nu metal
Depois de quase uma década longe do Brasil, o Korn voltou a São Paulo no último sábado (16 de maio) para aquele que provavelmente foi o maior show da banda no país. Diante de cerca de 50 mil pessoas no Allianz Parque, o Korn entregou uma apresentação que condensou três décadas de caos, peso, emoção e identidade em pouco mais de uma hora e meia.
O clima era de reencontro.
Desde os primeiros minutos, ficou evidente que não era apenas mais um show nostálgico dos anos 2000. O Korn voltou em um momento em que o nu metal reaparece no centro da cultura alternativa, influenciando novamente moda, comportamento, estética e música. E São Paulo respondeu exatamente como uma banda desse tamanho esperava: arena lotada, público cantando cada música e uma energia que atravessou o show inteiro.
Em São Paulo, entre fãs vestidos de preto, camisetas oversized, correntes, muita tattoo e rodas de mosh, a marca brasiliense Kontra acompanhou de perto a apresentação da banda. O cofundador da Kontra, Pablo Hermano, usou durante o show a camiseta “Redenção”, peça inspirada na tipografia do Korn e no conceito bíblico de restauração espiritual.
A relação entre espiritualidade e o Korn ganhou novos significados ao longo dos anos principalmente através da trajetória de Brian Welch, guitarrista da banda. Conhecido como “Head”, ele deixou o Korn em 2005 após enfrentar um período severo de dependência química. Na época, o músico anunciou publicamente sua conversão ao cristianismo e afirmou que abandonaria a vida de excessos para reconstruir sua relação com a filha e consigo mesmo.
Durante anos afastado da banda, Brian Welch lançou projetos ligados ao metal cristão, escreveu livros autobiográficos e passou a falar abertamente sobre vício, depressão, fé e recuperação. Em entrevistas à Rolling Stone, o guitarrista descreveu sua saída do Korn como um processo necessário para sobreviver emocionalmente e recuperar sua vida pessoal.
O retorno começou de maneira inesperada em 2012, quando Welch subiu ao palco com o grupo para tocar “Blind” durante um festival nos Estados Unidos. O reencontro acabou emocionando banda e público e abriu caminho para sua volta oficial em 2013. Desde então, Head permanece novamente como integrante ativo do Korn.
A história de Brian Welch acabou se tornando também um exemplo de redenção dentro do próprio universo do metal um cenário historicamente associado aos excessos, mas que frequentemente abriga histórias profundas de reconstrução pessoal.
É justamente nesse ponto que a proposta da Kontra encontra conexão com o imaginário criado pelo Korn ao longo das décadas.
Criada em Brasília, a marca mistura referências de tatuagem, rock, streetwear, punk e espiritualidade cristã. Suas estampas são desenhadas à mão por Pablo Hermano e dialogam com uma geração que cresceu ouvindo bandas como Korn, Deftones, P.O.D. e Slipknot, mas que também busca significado, identidade e propósito fora dos padrões tradicionais da moda religiosa.
No show em São Paulo, a camiseta “Redenção” funcionou quase como um manifesto visual dessa mistura entre peso, arte e fé.
Enquanto o Korn executava clássicos que atravessaram gerações, a presença da Kontra no público reforçava como a estética do nu metal continua influenciando novas marcas, artistas e movimentos culturais — inclusive no Brasil.
A camiseta “Redenção” está disponível no site kontracultura.com
Divulgação/@pridiabr /@30ebr
